quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Fruto proibido

Cada paixão vale a pena se cultivarmos a arte de destilá-la.
Ao florescer, mexe com velhas estruturas que poderiam estar criando ferrugens invisíveis.
Ao se transformar em amor, ensina, em um processo prático de experimentos conjuntos do que é, mais do que seria, o humano.
Em caso de desilusão, um pouco de habilidade quase culinária pode levar o gosto amargo a fermentar e resultar em poesia da mais verdadeira.

Nota de esclarecimento

Outra impressão interessante que muita gente teve sobre o meu livro, e que gostaria de aproveitar o blog para esclarecer é: não, as histórias não foram baseadas em personagens ou dramas reais, a não ser quando eu deixo isso claro no livro.
Sei que é tentador relacionar as coisas, desculpem, mas não é o caso.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Palavras

As palavras são “multimoduladas”, carregam reverberações de outros significados, que elas colocam em movimento, apesar de nossos melhores esforços para cerrar o significado.
(Hall, 2006, p. 41).

domingo, 25 de outubro de 2009

Delicadeza

"O capitalismo é o senhor do tempo. Mas tempo não é dinheiro.
Isto é uma monstruosidade. O tempo é o tecido de nossas vidas.”
Antonio Candido

(...)

Somos indelicados com o tempo: desde o início da era industrial, o homem vem esgarçando esse frágil e precioso tecido da existência. Por isso, a delicadeza é uma conquista, um valor ético, um parâmetro estético.(...) A brutalidade que fazemos com o tempo, o tecido de nossas vidas, consiste em transformá-lo em matéria rentável. A vida não é um investimento seguro no mercado de futuros.


Maria Rita Kehl - delicadeza
Ciclo de conferências Mutações –A Condição Humana

domingo, 11 de outubro de 2009

sexta-feira, 25 de setembro de 2009


Alma imatura, precisa aprender a ser criança, mais do que tentar ser gente grande;
Aprender a andar à beira da lagoa antes de correr para ver o que existe além dela;
Aprender a manter o ritmo da vida e do coração equilibrados com o ritmo do mundo de fora, de que não se está livre (ainda);
Aprender a desaprender os vícios e neuroses colocadas na cabeça ao longo da vida sabe-se lá por quê;
Alma que se agita sem saber por onde vazar quando se esparrama inconseqüente pelo mundo das palavras, como criança a correr em bancos de areia sem perceber que a infância acaba e que a postura mais plana será a mais difícil de manter;
Querida alma, calma. Pensa e aprende a pensar menos sem se perder.
Isso não pode ser mais um paradoxo para uma alma crescida.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Os poetas não têm pudor em relação às próprias experiências: eles as exploram (Nietzche)

domingo, 20 de setembro de 2009

Cada semente tocando o chão é a esperança de uma grande árvore, um maravilhoso ambiente para pássaros, muitas frutas suculentas e incontáveis bons momentos sob sua sombra.

Algumas sementes são apenas uma refeição rápida de um passarinho; algumas outras são levadas pelo vento; algumas são secas e usadas em pratos chiques.
Mesmo assim, a árvore nunca deixa de soltá-las, e algumas viram árvores como ela. 






Eu escolhi acreditar nas pessoas.
E eu sei que isso fará de mim uma tola muitas vezes.
Mas se defender a honestidade é tolice, prefiro ser tola quantas vezes for necessário.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009


Uma pessoa sem muitos recursos pode mover montanhas quando algo a inspira a chegar a algum lugar. Por outro lado, um um milionário sem propósito não gastará um centavo em nada.

Deparo-me com belas palavras e intenções todos os dias, mas apenas consigo me animar diante de suas raras contrapartes, ações e comportamentos. Escuto palavras sábias de pessoas inesperadas, mas elas apenas fazem sentido quando as vejo aplicando a própria sabedoria à vida cotidiana. Todos parecem saber o melhor caminho quando tudo vai bem, mas impressionantes são aqueles poucos que são capazes de agir corretamente acima dos maus sentimentos quando tudo vai mal.

Ser humano não é simples. É belo. Por mais que às vezes seja necessário um olhar afiado para ver esta beleza, bem ali, no meio de uma alma assustada, escondida no meio de erros, julgamentos, expectativas e confusões.

Uma alma pode acabar com muito pouco espaço quando não livramos nossos seres de más energias. Quando a bagunça interior é muito grande, um real esforço de nossa alma para ganhar espaço pode fortalecê-la para toda a vida. Após a tempestade ter-se esvaído, pode parecer que não foi nada, pois a alma está mais forte e não sabe o que poderia ter sido caso não tivesse se esforçado rumo à luz.


segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Citações de Autobiografia de um Yogi

“O que uma pessoa imagina ela ouve, e o que quem falou queria mesmo dizer, pode estar no pólo oposto.”

“Tente sentir os pensamentos por trás da confusão verborrágica dos homens.”

“Não confunda entendimento com um amplo vocabulário”

“Algumas pessoas tentam ser altas cortando as cabeças de outras!”

domingo, 6 de setembro de 2009

Liberdade é poder viver a vida de acordo com os próprios princípios e buscar os próprios objetivos.
Sentimentos não são matéria bruta.
Têm matéria prima, receita, ingredientes especiais, macetes e mutações provocadas pelo contato com o ambiente.

sábado, 29 de agosto de 2009


"a palavra é transgressora (...) não só pelos efeitos desestabilizadores de lugares e consensos estabelecidos, mas pela possibilidade de descrições alternativas do mundo, que ampliam nossas referências cognitivas e valorativas, tornam relevantes ou possíveis coisas que antes não existiam e desestabillizam o já sabido ou posto como evidência que não suscita a reflexão pois apenas existem na nossa paisagem cotidiana”

Vera Telles

Preocupações

Há muito com o que se preocupar, especialmente quando não temos certeza a respeito dos nossos objetivos. Preocupações vêm com dúvidas. Dúvidas são parte de um processo de tomar ciência na nossa vida, dos processos que ela envolve e da história que teremos escrito num pedaço do livro do mundo. 
Preocupar-se demais, assim como tudo o que é em excesso, pode fazer mal. Não quer dizer que não tenha o seu impacto positivo.
Preocupe-se com o que a sua preocupação pode trazer à sua vida. ;)

Depois de publicar


Algumas pessoas compraram meu livro, mas eu alegremente notei que elas estão compartilhando! O estão emprestando a outras, falando a respeito... Hoje ouvi comentários muito agradáveis “pelas minhas costas” :)

Ao final do dia, uma garota enviou aos seus amigos um e-mail com um extrato do livro (e me copiou). Achei muito gentil que ela tenha me permitido imaginar que isto está se espalhando à sua própria maneira.

Mas acho que a parte mais interessante é que estou podendo conhecer os talentos das pessoas! De alguma forma elas se sentem à vontade para falar a respeito de suas habilidades, seus sonhos, seus passados e o que elas querem fazer. É incrível conhecer esta parte das pessoas que você costumava ver apenas como colegas.

Geralmente elas seguem um padrão: primeiro me cumprimentam pela coragem de expor meus pensamentos e então começam a compartilhar o que desenvolveram no escuro dos julgamentos alheios.

É claro que não há nada de perfeito neste livro, e espero que não se torne perfeito, inclusive, para que continue sendo estímulo a outros publicarem.

Ainda assim, algo muito bom desta editora é que posso alterar o livro. A primeira edição foi escrita há mais de um ano. Agora eu me sinto muito bem de poder mudar alguns pensamentos que foram parte do que eu queria dizer, mas não são mais.

Eu não sei como isso irá desenvolver-se a partir daqui, mas estou satisfeita de ter tido coragem para fazer isto.
Venha inspiração querida.

Você é a autorizada a tirar meu sono e fazer-me negar muitas tarefas pelo simples prazer de escrever.


Venha e faça de mim um meio para expressar aquelas palavras que não acharam melhor palco para deixar o mundo ver o show que elas têm a apresentar.

E que venha também a razão para tentar manter-me em um caminho menos tortuoso do que a pura imaginação pode me levar a trilhar...
Não se preocupe tanto.
Você provavelmente lidará melhor com as situações quando não dramatizá-las demais.
Viva sua vida tentando encontrar seu equilíbrio em tudo o que faz.
E tente ser feliz com o que quer que resulte disto.

Tente deixar a angústia de fora da sua vida.
Você clareará seus olhos para ver qual é a alternativa a uma vida estressante.
É claro que haverá momentos estressantes, mas desde que você tenha uma clara imagem de que tipo de vida você quer para si, pode aprender a fazer desses momentos cada vez mais curtos.

Não coloque toda a sua esperança em uma única coisa. Se você fizer o bem por um propósito hoje, isso pode ajudá-lo em outros propósitos no futuro, mesmo que o atual não esteja mais lá.
Não negocie seu autodesenvolvimento com o que o mundo tem a lhe oferecer hoje.

Boas coisas espalham-se por muitas experiências e constroem um caráter que será importante em momentos cruciais.

Talvez ninguém entenda suas intenções com relação a alguma atitude. Ainda assim, se você tem certeza destas intenções, mantenha-as. Ou alguém um dia as entenderá, ou você será capaz de sentir-se bem a seu próprio respeito e a respeito das suas convicções.

Tenha isso um grande resultado no presente ou um modesto resultado no futuro, será uma marca na sua história, e o ajudará a fazer uma vida cada vez mais rica.

Além disso, quem pode dizer quão grande um resultado é? Devemos considerar mais que um resultado imediato de nossas escolhas. Quando escolhemos um caminho, deixamos muitos outros para trás. E se for um caminho iluminado – pela luz de uma vela ou por um holofote – você não tem razão alguma para se arrepender.


Mesmo se não houver nenhum sentido sobrenatural para a vida como um todo ou a sua em particular, quão sobrenatural não é o prazer de permitir-se uma vida mais rica com os seus?

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Pensar simples ou ter preguiça de pensar


Enquanto tentarmos aplicar a lógica do que é conhecido para tentar entender o desconhecido, ele permanecerá desconhecido.
Bilhões de pessoas viveram neste mundo em que vivemos agora. Incontáveis se depararam com questões como “por que nós estamos aqui?”, “de onde viemos?” ou “o que é a existência?”
Elas aprenderam como contar aos futuros pensadores o que elas descobriram: livros, gravações, ensinamentos a crianças, teorias, escolas, doutrinas e tantas formas quanto a criatividade e a vontade de eternizar-se permitiram.
A pergunta é: por que, então, com todo este conhecimento passado, adicionado ao nosso próprio, nós ainda não somos capazes de ter certeza do que existe por trás do que é chamado de Metafísica? Porque encaremos: não temos certeza. Temos uma opinião, uma fé, uma convicção, mas não temos comprovação, no sentido daquilo que é tão claro que é aceito por praticamente toda a humanidade (como a existência da gravidade, por exemplo).
Meu palpite é que não encontramos a resposta quando temos preguiça de sair do pensamento fácil, disfarçado como "simples". Comparações e generalizações são uma tentadora e perigosa maneira de tentar isso, mas raramente funcionam. Frases de efeito, apelos aos sentimentos mais abstratos e mesmo metáforas são um jeito de fazer alguém pensar de acordo com a intenção do autor, mas não significa que tenha algum valor de verdade.
Muitos estão apenas apaixonados pela lógica simples, como se ela pudesse ser aplicada a tudo. É claro que é mais fácil do que tentar enxergar todos os aspectos de cada fenômeno, respeitando sua lógica e ambiente. Infelizmente - ou felizmente, para os que gostam de desafios - o mais fácil não é sempre o correto. Exemplos simples:
1. Opostos se atraem? Para ímãs; pessoas são muito mais complicadas que isso.
2. Se há um direito, há um esquerdo? Para simetrias. Eu não tenho um coração direito ou um fígado esquerdo.
3. Se há fumaça, há fogo? Existe gelo seco.

É preciso muito mais do que pensar simples para atingir um conhecimento mais profundo. É preciso pensar além, ao lado, atrás, à frente, comparar, realmente checar a validade disso, e muito, muito mais. É tentadora a ideia de que tudo é simples. Pena que não seja verdade. 

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Quanto vale a fidelidade ao que se mostra ultrapassado?


Quando decidimos mudar nossas vidas, há um crescente risco de desapontamento, dado que há uma crescente expectativa a respeito dos resultados destas escolhas. Conforme nossos corações tentam ter certeza de que nós não somos crentes bobos de uma aparente verdade, detalhes se agigantam e sentimentos ganham profunda importância.
Dependendo do nosso equilíbrio emocional e nossa convicção a respeito do curso de nossas vidas, isto pode nos levar a ver o que é irreal ou limpar nossas mentes de maus pensamentos; afirmar mentiras ou procurar verdades; destacar e rearranjar algumas palavras entre milhões para nos enganarmos, ou ler o contexto todo, para entendê-lo com suas próprias curvas e obstáculos, por mais incômodos que sejam às nossas verdades.
Quando nós encaramos um tempo de confusão acerca das nossas vontades, este é o momento de rever nossos caminhos, analisar quem nós fomos antes, o que nos tornamos até o momento, quantos caminhos podemos seguir e qual deles nos levará ao que realmente buscamos.

É muito provável que apenas precisemos acalmar nossas ansiedades antes de tomarmos qualquer decisão, para voltar àquele primeiro estágio e claramente ver nossa caminhada rumo ao momento presente. Há sempre a possibilidade de estarmos errados com relação às nossas convicções, e podemos encarar isso de duas formas: temer estarmos errados desde o início e evitar qualquer tentativa de viver uma experiência nova para não “perder” o que foi construído até o momento; ou viver na honestidade com os próprios sentimentos, permitindo-se mudar e aprender com qualquer coisa que aconteça a partir desse novo instante. 

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Portas de inspiração

Sou um bebê explorando a área, engatinhando pelos labirintos do mundo editorial, tentando tatear nas reações dos leitores a concretude de seus pensamentos. Quanta ingenuidade, diante da verdade de que pensamentos são voadores e transformam-se a cada decolagem.
Publicar-se é uma experiência sem igual, pois permite perceber como as sensibilidades das pessoas variam, que na verdade ninguém pensa como nós e que muitas vezes pequenos excertos retirados de nossas páginas podem dar à luz pensamentos muito mais ricos do que os nossos próprios.
Teatro, dança, música... nos depoimentos de quem viu no meu livro uma porta à própria arte me percebo fonte de novas ideias. É como se a inspiração fosse um espírito que pula de alma em alma conforme permitimos que o contato se estabeleça.

Posso não ser conhecida, posso não ser reconhecida, posso jamais publicar de novo. A experiência de sentir uma energia positiva fluindo através do que realizei já me satisfaz. Que assim seja.

Obviedade 1

Se você gostaria que algo fosse feito, tente fazer. 

sábado, 15 de agosto de 2009



Cometemos com frequência o erro de achar que, porque entendemos nossa reação a uma situação, entendemos como todos reagirão diante dela. 
Se você mesmo, dependendo do humor, pode pensar diferente em diferentes momentos, imagine quantas possibilidades existem das pessoas pensarem diferente umas das outras.
Tentar deduzir o que alguém pode fazer ou pensar é o primeiro passo para a autoenganação. O mundo não reage como você reagiria, nem como pareceria lógico que reagisse. Existem muitos fatores, da química à sociologia, envolvidos no pensamento e no comportamento de alguém.

O mais próximo da assertividade é assumir nossa ignorância e tentar estabelecer uma comunicação que nos aproxime do entendimento e favoreça a convivência.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Ando desperdiçando muito tempo e energias capitalistas em prol de bobagens humanas;

abrindo mão de me especializar em executar tarefas com habilidade metódica para dar vazão a pensamentos;

deixando em segundo plano aquilo o que deveria ser bom para mim em prol do que eu, teimosa, acho que é.
Ando deixando que o espírito, essa criança mal-educada, me afaste da virtude da carcaça operária do trabalho intelectual.


Paradoxalmente, são aquelas situações que às vezes queremos apagar do nosso passado as que mais nos ajudam a refletir.

Talvez fosse mais sábio recordar apenas momentos vergonhosos, para poder rever o que aprendemos disso, ao invés de apenas celebrar nossas tão queridas vitórias. Mas a memória é indulgente, como se não sobrevivêssemos sem um ego bem cuidado. 

Talvez o futuro esteja justamente nas mãos daqueles que são capazes de acalmar o ego com a constatação das transformações que os erros provocaram. 

domingo, 2 de agosto de 2009

Confissão

Se eu fosse ler meu livro novamente, começaria do segundo capítulo. E tiraria alguns textinhos de outros também... Especialmente no que tange a rótulos que coloco com minhas metáforas, e que eu mesma alego não aprovar em discursos mais claros.

O longo processo de publicação, desde que o livro fechou (mais de um ano) permitiu que eu me conhecesse, me criticasse e mudasse de ponto de vista. Teve importância no devido momento, e hoje me faz querer escrever outro, e outro, e outro, enquanto isso me permita crescer.

Na verdade, às vezes tenho a sensação de que quanto menos resolvidos estamos com relação a algo, mais falamos a respeito. Espero poder silenciar esse tipo de expressão, e compartilhar apenas o que soma.

domingo, 26 de julho de 2009

Sinopse

Leite com Soda é fruto de várias reflexões, colocadas no papel de diferentes formas, ao longo de anos de um crescimento que espero nunca ter fim.

Creio que não existe palavra pura, assim como não creio no ser humano simplório, rotulável, plano.

O livro engloba histórias, monólogos e textos não presos a definições, pois seu principal objetivo é transmitir pensamentos, sentimentos, despertar olhares, o qué é humano por essência, e difícil de classificar.

O livro é dividido em sete capítulos, cada qual com uma linha de pensamento.

O primeiro, que inicia Metaforizando, traz histórias com a particularidade de atentar para alguns de nossos comportamentos. Algumas dessas histórias são contos infantis reescritos em um cenário contemporâneo, como “Branca de Biblioteca” e “A bela que adormeceu”. Outras são invenções de diálogos entre bichos, seres inanimados e mesmo uma reescritura da história do universo. São textos que se propõem despertar a imaginação e permitir que os personagens nas cabeças de cada um sintam-se livres para dançar e manifestar-se, por sua vez.

O segundo capítulo, que traz Pensamentos em Letras, faz reflexões sobre o ato de escrever, a cultura e as inspirações que povoam a mente de alguém que escreve. É um trecho mais literário, predominantemente em prosa, mas com alguns jogos de palavras, brinquedo de poetas e escritores.

O terceiro capítulo, que se chama Idéias, logias..., é uma parte um pouco mais crítica, que se funda em questionamentos da postura que adotamos quando pensamos em nos posicionar e agir no mundo. Refere-se a ideologias (daí o nome “idéias, logias...”), crenças e valores contemporâneos.

O quarto capítulo, com apenas quatro textos, é dedicado à Natureza. Cultiva basicamente reflexões inspiradas em elementos naturais, em especial o céu e a lua, inspiradores de todas as gerações.

O quinto, Existência, são reflexões existencialistas, de metáforas que trabalham a idéia de vida, morte e presença no mundo. Diferente de grande parte das reflexões existencialistas, porém, busca não terminar no vazio, mas contemplar também o sentido positivo desta fluidez que se apresenta diante de nós quando explorando este tipo de pensamento.

O sexto capítulo é Cordial, feito de assuntos do coração. Amores, paixões, turbulências sentimentais e o crescimento espiritual que elas proporcionam.

O sétimo e último, Mais perto, é uma aproximação de assuntos que me tocam dia a dia, e assim, uma pretensão de aproximação do leitor comigo. Exemplos desses assuntos são a relação com o tempo, o olhar sobre a própria identidade como mulher, como pessoa e como cidadã, monólogos diante do jogo de explicar-se ou conservar-se diante do julgamento alheio e alguns pensamentos soltos, como desabafos diante da pressão cotidiana. Trazem momentos muito particulares de parar e pensar na vida.

Em suma, esta obra é uma coleção de idéias selecionadas, entre centenas, com a pretensão de serem alternativas aos pensamentos repetidos em diferentes palavras, que acabam por dar uma sensação de que não há mais nada do que se dizer.

Trago este livro com a proposta de mostrar que ainda há muito em que se pensar.