segunda-feira, 6 de abril de 2015

A medida do metrô

Polícia, bomba, âncora do jornal ridicularizando... Já vi muita coisa acontecer diante de manifestações na capital paulista. Aí vejo na internet as pessoas comentando uma coisa diferente: que o metrô liberou as catracas para manifestantes. Isso é definitivamente novo. Não resisti a pedir à própria empresa uma confirmação e perguntar, é claro, a razão. Afinal, já vi algumas manifestações em que os organizadores pediram liberação de catraca e não obtiveram. Recebi a seguinte resposta:
“Em atenção a sua manifestação, esclarecemos que a liberação dos bloqueios na estação Trianon-Masp foi adotada como estratégia momentânea para garantir a segurança no local, dada a condição de risco decorrente do grande acúmulo de usuários na área do mezanino.”
Costumo ter facilidade para compreender decisões estratégicas, mas esta me pegou. Se o mezanino está lotado a ponto de comprometer a segurança dos usuários, deixar mais gente entrar no mezanino de graça garante a segurança como?
Enviei a nova dúvida ao metrô, que nunca me respondeu, apesar de ter recebido a confirmação automática de que a dúvida foi enviada e de ela estar registrada no site. De qualquer forma, me lembro bem que, quando eu morava em São Paulo, enfrentei plataformas lotadas diariamente, a ponto de funcionários do metrô terem que se deslocar ao longo da faixa amarela empurrando as pessoas para longe do vão. Casos de “usuário na via” eram frequentes, apesar de não noticiados. Ainda assim, nunca deixei de pagar passagem.

A vocês que eventualmente enfrentarem uma situação de comprometimento da segurança por lotação - que pela resposta do metrô imagino ser rara agora – sugiro que peçam gratuidade também.  

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